Raízes dos conflitos e problemas humanos

Os conflitos e problemas humanos são extremamente variáveis e estão ligados aos mais diversos motivos. Conflitos com a família, com o parceiro, nas relações de trabalho. Além disso são experimentados das mais variadas formas, como por exemplo intolerância, sensação de invasão, desrespeito, traição e mais uma infinidade delas. Porém, podemos dizer que todo conflito possui raízes comuns.

Aspecto comum a todos os conflitos e problemas humanos

Todos eles estão baseados em uma necessidade de evitação de algo que acontece internamente. Basicamente, durante a primeira infância nos deparamos com situações complicadas e para enfrentar as dores vivenciadas nestes momentos desenvolvemos comportamentos que nos ajudam a evitar tais lembranças, sensações e sentimentos desagradáveis.

Esta medida aparentemente funciona. Conseguimos através de um determinado comportamento evitar aquilo que podemos chamar de “dores primárias” (a memória e todas as sensações e sentimentos desagradáveis associados a ela) porém o conteúdo evitado ainda existe gerando uma necessidade de repressão constante.

Consequência da evitação das dores primárias

Esta evitação passa então a ser repetida involuntária e compulsivamente na tentativa de preservar o aparente sucesso obtido. Porém gera comportamentos repetitivos e desadaptados ao momento atual. Alguns exemplos disso são os comportamentos padronizados como reações de forma agressiva, passiva, queixosa, preocupada.

Geração do Círculo Vicioso

O círculo vicioso começa com uma memória carregada de sentimentos e sensações desagradáveis, uma dor primária. Na tentativa de evitar tal desconforto a pessoa reage de uma forma diferente daquilo que seu corpo naturalmente reagiria caso a experiência fosse vivenciada de forma completa.

A memória sempre continuará existindo, mas neste caso o potencial energético dos sentimentos e emoções ligados à ela não foi liberado e continua realizando pressão interna. Para continuar com o aparente sucesso da evitação surge a necessidade de se reprimir constantemente tais conteúdos.

Essa repressão acontece de forma padronizada através de comportamentos repetitivos que acabam por nos impedir de viver de forma espontânea e livre gerando um sofrimento muito maior do que seria experimentado caso a primeira memória pudesse ser vivenciada com toda sua intensidade.

Como quebrar este ciclo?

Uma maneira de quebrar este ciclo é tomar consciência das memórias traumáticas e permitir que a experiência aconteça de forma inteira, sem evitações, experimentando todos os sentimentos e sensações associados para que em seguida seja possível uma resignificação.

Desta forma, a pressão interna gerada pela força do conteúdo evitado de um lado e a repressão do comportamento padronizado do outro é aliviada e a pessoa passa a ter muito mais energia livre para o prazer, trabalho, amor, criatividade, relações e outras coisas importantes da vida.

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Com graduação em Naturologia Aplicada, especialização em Terapia Corporal Reichiana e DMP (Deep Memory Process), realizo os atendimentos de naturologia em consultório baseado nos fundamentos da terapia corporal e em conjunto com sessões de regressão (DMP). Amo educação. Considero-a como a base para o autoconhecimento e para a saúde. Atuei com educação ambiental para crianças através de horta escolar e com projetos de revitalização cultural com o povo Mbyá Guarani, trabalhos que me deram base para entender a relação do ser humano com a natureza e universo ao qual pertence. Hoje, além de atendimentos em consultório e trabalhos com grupos de terapia, aprecio estar com a família, fazer esportes, aproveitar momentos em contato com a natureza e escrever sobre minhas reflexões nas áreas de terapia, ecologia, sustentabilidade, consumo consciente e saúde.

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