Estudo de caso: Efeitos analgésico e antibiótico do óleo de cannabis e energia orgone em uma infecção canina

Apresentação

Binha é uma Vira-lata de 14 anos de idade e aproximadamente 15 Kg. No dia 29 de dezembro de 2018 apresentou uma dor muito forte que a fazia se encolher completamente, dobrar o pescoço com a cabeça em direção ao corpo e ao chão, encolher a pata em direção ao corpo evitando encostá-la no chão. Inicialmente suspeitamos de algum problema articular na pata. Evitava ao máximo deitar e só deitou com muita ajuda e cuidado nosso.

Descrição e cronologia dos fatos

Após a avaliação da veterinária foi identificada uma fístula na gengiva com infecção. Neste dia foi aplicado por via subcutânea antibiótico (Penicilina) e analgésico (Dipirona). Foi também prescrito o uso continuado de ambos os medicamentos. (Antibiótico: Clindamicina e Analgésico: Dipirona).

No 1º dia (30/01) após a consulta verificamos que era extremamente necessário o analgésico para que a Binha não tivesse as crises de dor. Quando o efeito começava a passar as crises apareciam com bastante intensidade.

No 2º dia, (31/01) em consenso com a veterinária, substituímos a Dipirona pelo extrato integral de Cannabis à 4%. Iniciamos com 1 gota para ver como ela reagia. Binha ficou razoavelmente sedada. Escolheu um local na casa perto da porta e ficava deitada descansando, não comia, não bebia água, se levantava muito pouco e logo deitava praticamente no mesmo lugar. Ao verificar que as crises de dor continuavam, oferecemos mais 2 gotas aproximadamente 5 horas depois.

Sabendo o quanto os animais ficam agitados e aflitos durante a queima de fogos tradicionalmente realizada neste dia, oferecemos mais 5 gotas a noite. Totalizando 8 gotas neste dia. O resultado foi uma sedação total. Ela ficava completamente deitada durante a queima de fogos e nada a abalou neste dia. 

A partir do 3º dia (01/01) passamos então a dar o óleo de Cannabis 3x ao dia. 2 gotas de manhã, 2 a tarde e 3 a noite. Totalizando 7 gotas ao dia. Sabíamos que era uma dosagem alta para o peso dela, porém era a dosagem que oferecia segurança na diminuição da dor.

Iniciamos a partir do 4º dia (02/01) o tratamento com o acumulador de orgone com 2 irradiações diárias de 20′ em um acumulador grande de 160cm x 60cm x 55cm.

Nos próximos 2 dias ela ficou permaneceu em um estado estável. Sem crises de dor espontâneas porém com dor ao comer. Por isso oferecíamos uma comida amolecida com água. Algumas vezes as dores eram desencadeadas com o toque na boca ou ao trombar com um objeto. Aqui é importante ressaltar que Binha tem catarata e já não enxergava muito bem há alguns meses. Frequentemente trombava com os objetos, portas e paredes da casa.

Após 6 dias desde a primeira consulta fizemos um retorno com a veterinária. A infecção ainda não havia sarado. Binha se apresentava mais disposta, alegre, caminhando mais, sem crises espontâneas de dor, porém ainda chorava ao tocar na região infeccionada, por isso, foi solicitado um exame de raio x.

Segundo o laudo emitido pela veterinária do laboratório o foi detectada a seguinte alteração:

“Visibilizado diminuição da radiopacidade em osso alveolar, topografia de IV pré molar superior esquerdo, I molar superior direito e IV pré molar inferior esquerdo – Doença periodontal.”

Neste dia, ficamos preocupados… imaginávamos que ao menos a infecção tivesse tido melhoras significativas com o uso do antibiótico.

No 7º dia passamos a utilizar um acumulador menor, mais próprio para o tamanho dela de 70cm x 50cm x 40cm. Neste mesmo dia a tarde ela teve uma melhora significativa. Começou a rolar no chão de alegria, abanar o rabo e direcionar olhar para nós com semblante de interesse. No dia seguinte passou a ir sozinha passear na rua, coisa que não acontecia desde que a doença se instalou.
Após este dia, Binha só teve melhoras. Passou a comer comida dura novamente (ração misturada com carne e arroz), latir para os eventos da rua, pedir carinho, comida e passeio. Importante ressaltar que neste momento a dosagem de cannabis administrada era a mesma que no início do tratamento. Continuamos com as 7 gotas ao dia do mesmo óleo.

No 11º dia suspendemos o uso do antibiótico sob a orientação da veterinária.

Considerações finais:

Vou neste momento falar um pouco do que percebi sobre os efeitos das práticas que foram utilizadas no tratamento da Binha e sobre o que pude tirar de aprendizado da experiência.

Primeiramente, gostaria de enfatizar que esta não foi uma experiência científica. O objetivo não foi em nenhum momento comprovar eficácia das práticas utilizadas. Por isso não houve preocupação com rigor metodológico do tratamento. Adaptávamos o que era preciso conforme a observação e necessidade de cada momento.

O objetivo era exclusivamente tratar a infecção e melhorar a qualidade de vida da cachorrinha evitando o máximo possível o uso de medicamentos alopáticos. Por isso foi dispensado o uso do analgésico (Dipirona) e mantido o uso do antibiótico (Clindamicina)

  • Pudemos perceber que o óleo de Cannabis teve um efeito analgésico importante. As crises de dor eram muito fortes e causavam muito sofrimento. Inclusive para nós e para as crianças da casa que viam a cachorrinha gritando e se contorcendo de dor. As dores foram completamente controladas por este óleo durante quase todo o período de tratamento de maneira bastante eficaz.
  • O efeito sedativo também foi muito importante visto que, devido a catarata, Binha não conseguia se locomover com precisão e frequentemente batia o focinho nas coisas desencadeando crises completamente desnecessárias. Além disso ofereceu a ela uma oportunidade de repouso que antes era sempre interrompida com tentativas de caminhadas sem objetivo.
  • Não podemos dizer em que medida, mas sabemos por estudos prévios que os efeitos antibiótico, antiinflamatório e a atuação da cannabis no sistema endocanabinóide pode ter ajudado de forma direta e indireta na recuperação da infecção.
  • Uma observação muito interessante é sobre a diferença no efeito da cannabis no início e no final do tratamento. Enquanto o sistema estava em condições de debilidade, febre, infecção o efeito sedativo da cannabis foi muito forte, o que proporcionou oportunidade de descanso e recuperação. No final do tratamento, quando a infecção foi completamente controlada já não havia mais efeito sedativo e passou a aparecer o efeito de aumento do apetite. Binha sempre foi uma cachorra que gostava muito de comer. Neste momento voltou a pedir comida com o mesmo entusiasmo de sempre.
  • Certamente, o antibiótico teve seu efeito importante no controle da infecção. Porém não podemos deixar de observar a possibilidade de efeito do acumulador de orgone neste processo. Houve uma melhora significativa após iniciarmos o uso do acumulador pequeno. Segundo Reich, o acumulador tem maior efeito quando a pele fica entre 10 a 15 cm das suas paredes. Outro fator importante sobre o efeito da energia orgone neste caso foi que certo dia, esquecemos ela dentro do acumulador por cerca de 1h. Neste dia, algumas horas depois de finalizada a irradiação ela teve crise de vômito. Coisa que há muito tempo não tinha. Crise de vômito é um mecanismo de descarga física mas também energética do organismo sobrecarregado. Neste momento, interrompemos por alguns dias o uso do acumulador e as crises não voltaram a acontecer. Para conhecer melhor o que é o acumulador de orgone e a pesquisa de Reich sobre a utilização dele em seres humanos, clique aqui.

Em 17 de Janeiro de 2019, Binha se mantém sem infecção, disposta, alegre e completamente sem dores. Ainda toma a cannabis 2 gotas 2x ao dia.

Com graduação em Naturologia Aplicada, especialização em Terapia Corporal Reichiana e DMP (Deep Memory Process), realizo os atendimentos de naturologia em consultório baseado nos fundamentos da terapia corporal e em conjunto com sessões de regressão (DMP). Amo educação. Considero-a como a base para o autoconhecimento e para a saúde. Atuei com educação ambiental para crianças através de horta escolar e com projetos de revitalização cultural com o povo Mbyá Guarani, trabalhos que me deram base para entender a relação do ser humano com a natureza e universo ao qual pertence. Hoje, além de atendimentos em consultório e trabalhos com grupos de terapia, aprecio estar com a família, fazer esportes, aproveitar momentos em contato com a natureza e escrever sobre minhas reflexões nas áreas de terapia, ecologia, sustentabilidade, consumo consciente e saúde.

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